27.3.11

Adeus, Knut!

Estive em Berlim quando a discussão sobre o urso Knut estava ao rubro. Havia quem defendesse que deveria deixar-se morrer a cria de urso polar rejeitada pela mãe.
Doía-me ouvir defender tamanha hipocrisia, sustentada no argumento que o urso polar é um animal selvagem e não se justificava salvar o pobre urso rejeitado.
E quem via as fotografias, como poderia arengar pela morte do bicho?

O tratador foi peça fundamental para que Knut não só sobrevivesse, como se viesse a tornar num ícone para a defesa das espécies ameaçadas pelas alterações climatéricas. Infelizmente, o tratador morreu aos 44 anos, ainda Knut não tinha 2 anos de idade.
É triste.
Knut será sempre aquele ursinho branco, pequeno, que desde que nasceu teve de lutar pela vida, muito para além daquilo que via e sentia. O ursinho que foi debatido por ministros, advogados e juízes que acabaram por o deixar viver. Durante 4 anos aproveitou a vida.
Adeus, Knut!

1 comentário:

Anónimo disse...

Foi para mim uma das notícias mais tristes que tive em minha vida.Ele representava o que havia de mais bonito no universo: a amizade verdadeira e incondicional de um animal selvagem e o homem.
Chorei e ainda choro muito por eles dois... agora juntos para sempre!