18.9.18

Ignatius J. Reilly

Quando o tratamento que Theon Greyjoy teve às mãos de Ramsay Bolton [GOT] te parece adequado para um grupo de pessoas, algo vai mal.
Há dias de merda, com trabalhos de merda, por causa de gajos de merda.

18.12.17

Falta de cuidado

«Que faço eu aqui,
Com as mão manchadas de sangue?»

29.3.16

Memórias, imagens, coisas perdidas no tempo

Agora, quando vejo o mundo reflectido nos olhos de quem o descobre a todo o momento, sou surpreendido por memórias enterradas no correr dos anos. Memórias de eventos ou sensações que nem sonhava ter e que me dão perspectivas bem diferentes de épocas tão distantes.
A última, surgiu ao dizer adeus para sair de casa, sabendo que apenas nos voltaríamos a encontrar ao fim do dia. Recordou-me uma imagem recorrente, uma sensação que se entranhou nos tempos da primeira infância. O meu pai a sair de casa bem cedo «porque tem que ir "ganhar pão", tem que ir trabalhar», e só voltar ao fim do dia, muitas das vezes para trabalhar mais um pouco, no escritório, depois de jantar. E eu ver o meu pai como aquele bastião que se ausentava muito cedo mas sempre retornava, grande, forte. E eu queria estar perto dele, se possível ajudando-o (sendo que o mais certo era que a minha "ajuda" ainda lhe desse mais trabalho).
Era então mais novo do que eu sou hoje. E por isso tão depressa me sinto velho, como extremamente novo, numa permanente contradição a abraçar estas novas experiências tão reconfortantes.

10.3.16

Cibopata quê?

O detective Tony Chu consegue saber tudo sobre o que come. Por isso investiga trincando a torto e a direito, ainda que tenha que comer as vítimas... 
Num mundo louco, futurista, com as aves banidas da alimentação por causa das doenças, a polícia do tipo ASAE é toda poderosa. Cruzam-se pessoas com estranhas capacidades, e reforços cibernéticos numa divertida alegoria com desenhos cativantes e repletos de referências para os mais atentos.
Também já há três volumes em português.

FATALE

Também já estão disponíveis três volumes em português. 
Uma mulher que não morre corre o tempo arrastando para a desgraça os homens que consigo se cruzam e que não conseguem resistir à sua sedução. Entre o policial e o fantástico, com desenhos pesados, densos, negros, Fatale cativa por querermos adivinhar o que está para vir.

A saga do Bem e do Mal

Por ora temos três volumes, já disponíveis no nosso mercado.
A eterna luta do Bem e do Mal torna difícil perceber o porquê da sua existência. Já não há lados puros, e a guerra é sempre errada, independentemente dos pontos de vista. 
Pelo meio de uma guerra espalhada pelos quatro cantos da existência, o amor une improváveis amantes, guerreiros do Bem e do Mal. Um filho cimenta tal aventura que põe em causa o status quo bélico.
Perseguidos pelos diferentes mundos do universo, as histórias envolvem-nos tal como os acolhedores desenhos.

E no início

A primeira graphic novel?
Desenho cuidado e delicioso. Histórias com conteúdo moral, sempre actual. Leitura obrigatória para quem gosta de BD. Demorei a cá chegar...

1.12.15

Natal de 2015

Andei dois anos sem pedir nada ao Pai Natal. Ou melhor, pedia apenas uma prenda, que este ano chegou para mudar a minha vida, mas deixava tais desejos fora destas páginas.

Agora, porque não voltar aos velhos hábitos, e escrever a carta ao Pai Natal e ver o que é que ele consegue arranjar-me desta vez?

1.


Acima de tudo, calma e paciência para contemplar a vida e tudo o que dela podemos retirar.

2.
Para isso, Pai Natal, arranja-me lá mais e melhor tempo. Para gozar a família, os amigos, e investir em coisas positivas como ler mais, passear, fotografar, escrever, comer, beber, sentir o mundo. Ultimamente o relógio não tem sido meu amigo. Vamos mudar isso, ok?

3.
Já viste isto?!!

4. 

Ficava tão bem lá em casa, esta Eames Lounge Chair & Ottoman...

5.
Está na altura de fazer um upgrade. Que tal este?



Espreitando o futuro

Ainda não vi o filme (vou esperar que chegue ao videoclube), mas devorei com prazer o livro. 
«O Marciano», de AndyWeir, é uma sólida obra de ficção científica. Partindo da premissa de um astronauta ficar abandonado na superfície de Marte, e ter que usar todos os seus recursos com os escassos meios disponíveis para sobreviver, na esperança de poder ser resgatado, enquanto na Terra se inventa uma forma de o alcançar em tempo útil, o livro deixa-nos constantemente a espreitar a acção que se segue, tentando antecipar os problemas e soluções que se colocam a cada virar de página.
Lê-se num instante para quem, como eu, gosta de ficção científica. E deixa-nos ainda mais curiosos quanto ao filme. Veremos.

Viva, México

Mais um livro de Alexandra Lucas Coelho que nos expõe outro destino de viagem. Desta feita o México.
Ao contrário do Brasil, neste país a autora esteve apenas três semanas, e nesses curtos dias viajou de Norte a Sul revelando as disparidades de uma extensa nação. 
Mais descritivo, e menos vivido que o livro sobre o Brasil, por vezes cansa o leitor, tamanha é a quantidade de informação condensada nas suas páginas. Mas, ainda assim, não deixa de ser uma revelação e um cartão de visita para um país que merece uma visita. Desde que se fique  longe de Juarez, seguramente uma das zonas mais perigosas do planeta.

27.10.15

Mulher-a-dias

A mulher-a-dias faz dias
Que não vem
Perdeu conta às horas
E meses que um dia tem
E o tempo que passou,
Passou a ferro
E a roupa que lavou
Tingiu de negro
Viu o dia perecer
A dançar num vendaval
Como um pano amarrotado
Que se esquece
No estendal

Linda Martini

13.10.15

Zé Gato

A cidade é para fazer dinheiro
E se tu és um tipo inteiro
Vais passar um mau bocado
Vais ver o que custa não ser ouvido
No meio de tanto homem vendido
Em silêncio comprado

Quem és tu Zé Gato?
O que é que te faz correr
pelos cantos mais sujos, desta terra?
Tu já deves saber que mesmo quando vences batalhas,
Estás longe de acabar com a guerra
Quem és tu Zé Gato?

Mas tu és teimoso como um burro
Venha luva ou venha murro
Nada te faz desistir
A luta é de vida ou de morte
Mas a consciência é mais forte
E não te deixa fugir

Quem és tu Zé Gato?
O que é que te faz correr
pelos cantos mais sujos desta terra,
Tu já deves saber que mesmo quando vences batalhas,
Estás longe de acabar com a guerra
Quem és tu Zé Gato?

És mais um caso de solidão
Porque afinal poucos são
Os que se entendem contigo
E às vezes é num marginal
Que vais encontrar, encontrar a tal
Compreensão de amigo

Quem és tu Zé Gato?
O que é que te faz correr
pelos cantos mais sujos desta terra,
Tu já deves saber que mesmo quando vences batalhas,
Estás longe de acabar com a guerra

Quem és tu Zé Gato?